Rede de Trabalhadores na FORD
04/09/2010
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Rússia: Líder sindical na "TAGRO" sofre ameaças de ser processado e executado
Por Igor Kamensky

As repressões contra o sindicato na fábrica automobilística "TAGRO", localizada na cidade de Tver, estão de volta. A administração da empresa aumentou a pressão sobre o líder da organização de base do Sindicato Inter-regional dos Trabalhadores na Indústria Automobilística (MPRA) Denis Litvin, mostrando que tem contatos tanto dentro da polícia como no mundo de crime.

No dia 24 de junho de 2010 o líder do sindicato dos trabalhadores da "TAGRO" (Tver), o fresador Denis Litvin , recebeu uma intimação enquanto estava trabalhando. A intimação dizia que ele deveria comparecer ao Departamento Policial contra Crimes Econômicos eapresentar-se perante a oficial Mikhailova. A intimação não continha informações sobre o caráter do processo ou a qualidade na qual o líder sindical fora chamado à Polícia. Mais tarde descobriu-se que a causa da intimação foi uma denúncia do diretor da empresa "TAGRO" Sr. Pachueff sobre suposta falsificação de documentos sobre a fundação da organização sindical. O pessoal do sindicato acha que sob o pretexto da "checagem" policial Sr. Pachuev e também o diretor de segurança da empresa Karpenko (no passado trabalhou como vice diretor do Departamento policial contra Crime Organizado) estão tentando conseguir o acesso aos nomes dos afiliados com objetivo de pressioná-los. Esta opinião tem fundamento. A empresa intrometia-se no trabalho do sindicado e pressionava os líderes sindicais muitas vezes, os fatos que foram comprovados pelo tribunal regional da cidade de Tver’ na sentença promulgada em 18.06.2010.

Lítvin ignorou a "intimação" irregular. Então, no dia 1 de julho ele fora chamado na gerẽncia da fábrica e recebeu a segunda via do papel. É interessante notar que o Sr. Karpenko que estava presente no momento da entrega, insistiu que Litvin se apresente perante a oficial Mikhailova e não um outro qualquer.

Dia 13 de julho a primeiro-tenente policial Sra. Mikhailova veio até a empresa pessoalmente. Antes de começar a conversa ela exigiu que o Litvin colocasse na mesa o celular desligado (temendo, provavelmente, a possível gravação da conversa). A causa de tal preocupação se revelou imediatamente. Desde primeiros instantes a "conversa" tomou rumo de pressão psicológica sobre o líder sindical. A mentira aberta fora usada. Entre outras coisas a funcionária do Departamento contra Crimes Econômicos disse que entrou em contato com os líderes do MPRA e supostamente recebeu a informação de que ele não conhecem Litvin e não concediam nenhum documento a ele. Além disso, Mikhailova alegava que de acordo com os resultados de uma certa pesquisa, o carimbo no documentos sobre a fundação do sindicato foi colocado antes que do texto ser escrito.

Em seguida ela exigiu que lhe apresentassem os nomes dos afiliados. Litvin recusou de fazê-lo, então a pressão continuou. Mikhailova insistia em perguntar sobre os companheiros do Litvin, particularmente sobre o membro do conselho do MPRA Dmitri Kozhnev. De tempos em tempos a dama policial punha-se a moralizar, indagando: "Para que é que você foi se meter com sindicato, quanto poderia viver muito bem sem ele?" Já não havia razão de continuar tal conversa, Litvin recusou de responder qualquer pergunta.

"Parece que a administração da empresa e a Mikhailova estão ligados por corrupção", - afirmam no sindicato. Estas suspeitas são fundamentadas pela reputação negativa da oficial. Um dos participantes do fórum do site independente "Outra Tver’" se queixa de sofrer chantagem por parte da Mikhailova sob a ameaça do processo criminal. Confira em http://theothertver.com/component/option,com_fireboard/Itemid,5/func,vie...

Tendo claro que não seria possível intimidar o trabalhador com ajuda do Departamento contra Crimes Econômicos, a administração da "TAGRO" partiu para os métodos ilegais. Dia 30 de julho Denis Litvin foi barrado na portaria da empresa e encaminhado pelo segurança para guarita onde estava o Sr. Karpenko. Assim que o segurança começou a conversa com o Denis, Karpenko saiu, deixando-os a sós. O segurança que não quis se apresentar, disse que estava chateado com o fato de pamfletização que ocorria na fábrica. Ao receber a resposta justa do líder sindical, o segurança começou ameaçar e xingar, falando que, se o Litvin não parasse a "agitar as pessoas", "acabará morto". Invocava certas "pessoas sérias" que realizarão a ameaça. Foi citado o endereço do Lítvin que não consta no seu registro na fábrica, isso indica que a administração da empresa está promovendo a colheita de informação pessoal que é ilegal. Claro está que as ameaças em relação ao Lítvin não são a iniciativa particular do segurança e são inspirados pelo seu chefe, Sr. Karpenko.

"A administração da "TARGO" - afirmam no MPRA, - está preocupada com o fato de que os trabalhadores simpatizam cada vez mais com o sindicato graças a panfletagem sistemática realziada pelo sindicato. Como não há contraargumentos, eles tentam nos intimidar".

Denis Litvin e o sindicato "TAGRO" precisam da sua solidariedade.

Enviem as cartas de protesto para a administração da empresa "TAGRO", preencha o registro no site mpra.info
Enviada por MPRA, às 09:35 20/08/2010, em São Peterburgo, Rússia


MPT não deixa Ford terceirzar porto na Bahia
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A Ford Motor Company Brasil foi proibida de terceirizar serviços no terminal portuário que mantém na Bahia de Aratu, Município de Candeias/BA

A decisão da Justiça atende à ação civil pública ajuizada em fevereiro de 2008, pelo Ministério Público do Trabalho. Para o MPT, a Ford é autorizada pela União a explorar um terminal portuário de uso privativo e não poderia atribuir a operação a terceiros, sendo uma atividade-fim da empresa.

Na ação civil pública (Nº 0017500-66.2008.5.05.0121), o MPT também pediu a condenação da empresa ao pagamento de indenização por dano moral coletivo. De acordo com o procurador Luís Antônio Barbosa da Silva, autor da ação, "a empresa era praticamente ausente das operações portuárias, repassando a terceiros todo o ônus da prestação do trabalho".

Em junho deste ano, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, 1ª Turma, negou o recurso da Ford e confirmou a sentença proferida pela juíza Renata Sampaio Gaudenzi, da Vara do Trabalho de Candeias (em março de 2009), proibindo a empresa de contratar terceiros para prestação de serviços relacionados à atividade-fim, em especial a operação do terminal de uso privativo localizado na Baía de Aratu.

Ainda na decisão de primeira instância, a Ford foi condenada a pagar uma indenização por dano moral coletivo de R$ 50 mil, com valor destinado ao FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador. Em caso de descumprimento do acórdão, a Ford deverá pagar multa diária de R$ 5 mil, também reversível ao FAT.

Veracel é condenada por terceirização ilícita de mão-de-obra

A Veracel Celulose S/A foi condenada pela Justiça do Trabalho por terceirização ilícita de empregados nas atividades finalísticas da empresa, especialmente florestamento e reflorestamento. A decisão judicial vale para todos os empreendimentos em que há plantações, e exige ainda que a empresa de celulose deixe de contratar pessoas físicas ou outras empresas para substituir as que atualmente prestam serviços.

No prazo de 180 dias, a Veracel deverá realizar as atividades com pessoal próprio, sob pena de pagamento de multa de R$ 10 mil, por item descumprido e por trabalhador prejudicado. A multa passa a R$ 50 mil por mês, por item e por estabelecimento irregular, quando não for possível calcular o número de trabalhadores prejudicados pelo descumprimento da decisão judicial.

A empresa também deverá pagar uma indenização pelos danos causados aos direitos difusos e coletivos dos trabalhadores fixada em R$ 2 milhões. De caráter reparatório, punitivo, educador e inibidor, o valor levou em consideração a gravidade do dano, o tempo da prática ilícita, a intensidade da culpa e as condições econômicas e sociais da parte envolvida. Visando reverter o quadro, a indenização deverá ser destinada para entidades que atuam em prol dos interesses dos trabalhadores, ou para o FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Assinada no último dia 22 de junho, a sentença do juiz Franklin Christian Gama Rodrigues, da Vara do Trabalho de Eunápolis, tomou por base a Ação Civil Pública (nº 0151600-15.2009.5.05.0511) ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho - MPT em julho de 2009. Após investigações e inspeções realizadas em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, o MPT comprovou a ilicitude da terceirização, tanto da exploração florestal como das condições de trabalho no campo nas áreas de plantio de eucalipto localizadas no Extremo Sul da Bahia.

SAIBA MAIS - No entendimento do MPT, a prestação de serviços mediante interposta pessoa, nesse caso, funciona como mero biombo para escamotear a relação de emprego existente. Frustra a aplicação dos preceitos consolidados. O real empregador deixa de arcar com ônus do negócio na medida que busca, fraudulentamente, fugir à conceituação do artigo 2º da CLT (Art. 2º ? Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço).

Fonte: Ministério Público do Trabalho na Bahia
Enviada por Sindicacau, às 12:07 11/08/2010, em Ilhéus, BA


Solidariedade a Paqui Cuesta
Mulher, Trabalhadora, Sindicalista da CGT despedida pela empresa multinacional Ford

Aos que assinam a esta carta solidaria manifestamos nossa condenação e preocupação pela recente demissão de Paqui Cuesta, a secretária geral da secção sindical da Confederação Geral do Trabalho na Ford Espanha (Almussafes, Valencia).

Consideramos que a fulminante demissão, grosseiramente justificada pela multinacional automotiva como “demissão disciplinária por não atender ordens de um superior e poer em perigo a segurança dos trabalhadores” não é mais que um passo de gigante até o crescente corte de diretos e liberdades que o capitalismo está cometendo ao amparo de una crise a seu serviço.

Esta demissão, utilizado por nulo ao tratar-se de um claro caso de perseguição sindical e de atentado contra a liberdade sindical, é o final de uma carreira de assedio, sanções injustificadas, mudanças de posto de trabalho arbitrários, erros nas folhas de pagamentos e perseguições que começou a raiz de que a companheira decidiu encabeçar, há 3 anos, a candidatura da Confederação na planta da Ford Espanha.

Paqui é uma lutadora enérgica, incansável, una mulher trabalhadora cuja dignidade e compromisso se vultaram insuportáveis para a multinacional. A empresa leva a cabo uma política laboral orientada para prejudicar os direitos dos trabalhadores para aperta-los mais ainda... E o objetivo de demitir a Paqui é duplo: tirar do meio uma sindicalista honesta, e em consequencia perigosa para seus interesses, e METER MEDO ao resto da planta para calar a contestação, para impor sua ditadura sem nenhuma oposição.

Basta recordar que a CGT, com 15% de representatividade na Ford Espanha acumula 100% das sanções. Casualidade? Pensamos que não, como tampouco é que a Ford se permita agora fazer o que jamais se atreveu fazer em 10 anos: ritmos de trabalho insustentável, Expedientes de Regulamento de Emprego injustificáveis, violação constante da normativa laboral, demissões seletivas…

Condenamos o silencio imposto, as censuras, a impunidade e agitamos a bandeira da solidariedade e a luta frente a injustiça.
Enviada por Roman Perez, às 14:49 22/07/2010, em Puebla, México


"Não Chore! Organize-se!"
Sindicato russo lança página na internet
O Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Automobilísitca da Rússia, o MPRA - lançou sua página na internet

Com a palavra de ordem Não chore! Organize-se! as organizações de base dos Trabalhadores na Ford, VW, GM, Renault, Lada, Hyunday, entre outras, e a direção nacional do MPRA lançaram sua página na internet visando facilitar a divulgação de informações e resgatar a já rica história do mais jovem(*) e mais combativo sindicato de Trabalhadores na Rússia.

No site do MPRA estão publicados vários artigos sobre a história do sindicato, acordos coletivos, greves e formas de organização, além de manuais e publicações usadas nos cursos de formação que o MPRA mantém em conjunto com a FITIM e com TIE.

O site ainda está em construção e portanto disponível somente em russo. De todas as formas, a juventude trabalhadora em transnacionais instaladas na Rússia vai mostrando a velharada local e ao mundo que eles sabem e podem fazer sindicalismo combativo, moderno, eficiente e da melhor qualidade, valendo-se de todos os recursos possíveis e imagináveis que estão a sua disposição.

Parabéns moçada! A Classe Trabalhadora precisa de gente assim como vocês!

(*)O MPRA foi fundado a pouco mais de 3 anos, fortemente inspirado no sindicalismo brasileiro
Enviada por Sérgio Bertoni, às 11:32 25/11/2009, em Curitiba, PR


Trabalhadores conquistam acordo histórico na Ford Camaçari
Os trabalhadores do Complexo Ford conquistaram o maior valor a título de bonificação de todo o setor automotivo nacional: R$ 2.600,00 (dois mil e seiscentos reais), a serem pagos no dia 17 de dezembro, através do acordo de PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Serão beneficiados os empregados mensalistas administrativos e operacionais.

O bônus foi fechado na segunda reunião mediada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, nesta quarta-feira (28), e reflete o esforço e dedicação do Sindicato que levantou e garantiu esse importante debate, abraçado intensamente pelos trabalhadores.

O resultado é extremamente positivo, pois traduz a capacidade de pressão dos trabalhadores, forçando o Complexo Ford a gradativamente melhorar as propostas, até atender o valor pleiteado pelo Sindicato. É importante lembrar que essa é uma conquista ampla. Das 27 empresas do condomínio industrial, apenas 5 tinham estabelecido alguma prática de bônus. No entanto, a luta do Sindicato assegurou que a conquista é para todos os trabalhadores das empresas sistemistas do Complexo Ford.

Portanto, trata-se de uma vitória que faz jus ao retorno dos níveis normais de produção, anterior à crise financeira, e ao papel fundamental do trabalhador enquanto principal responsável pelos resultados operacionais.

"Essa bonificação é o reconhecimento de que as empresas, por conta da recuperação da economia, restabeleceram a alta produtividade e, por isso, precisam recompensar o trabalhador", diz Aurino Pedreira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari.

No acordo também consta que as horas paradas não serão descontadas, mas haverá extensão da jornada 4,1 horas por turno. Esse total será diluído nos finais de semana (nos dias de trabalho programados já existentes no calendário), com prazo máximo de cumprimento até o dia 15 de dezembro.
Enviada por Julio Bonfim, às 12:04 02/11/2009, em Camaçari, BA


10 perguntas para os sindicalistas
Leia, responda e divulgue este questionário.
E se as respostas forem diferentes daquela auto-imagem que você construiu como sindicalista, pense se não está na hora de mudar de atitudes e retomar princípios.
Este questionário é uma boa terapia. Não Tema. E o mais importante: É grátis!!!!
Ah! Preste muita atenção: nenhuma corrente político-sindical, nem central sindical está acima do bem e do mal, muito menos faz tudo certinho, OK?

Por Augusto Gésar Petta

Recentemente, li um texto escrito pelo professor Helder Molina, mestre em Educação e educador sindical, intitulado Concepções e Práticas Sindicais. Baseado nessa leitura resolvi levantar algumas perguntas para que os sindicalistas reflitam sobre a atuação que desenvolvem no movimento sindical. Evidentemente, não tenho, com essas perguntas, a pretensão de, ao respondê-las, obter uma avaliação completa da atividade sindical.

Mas, tenho a convicção de que podem contribuir para uma reflexão sobre as práticas que têm sido desenvolvidas pelos sindicalistas, no cotidiano de uma entidade sindical. Essa reflexão é fundamental porque permite uma avaliação de questões que interferem significativamente no cumprimento do papel que as entidades sindicais devem exercer.

Eis as perguntas:

1. Os novos diretores e as novas diretoras recebem informações adequadas sobre os processos internos de funcionamento da entidade sindical, da cultura interna, do funcionamento burocrático, do papel que devem desempenhar, da história do sindicato, da federação, da confederação e da central sindical? Ou passam a participar das diretorias sem essas importantes informações?

2. Os diretores e as diretoras da entidade sindical participam de um processo de formação política e sindical - que inclui cursos, palestras, seminários, debates, estudos individuais e ou em grupos - sobre temas de interesse do movimento sindical, tais como História do Movimento Sindical, Concepções Sindicais, Transformações do Mundo do Trabalho e Análise da Conjuntura?

3. Nas reuniões de diretoria, há um tempo determinado para debate sobre temas da conjuntura política, econômica e social, sobre a avaliação da correlação de forças? Ou a reunião é destinada, principalmente, para debater sobre a administração da máquina sindical, apresentando-se rapidamente alguns relatos sobre fatos que ocorrem na Conjuntura?

4. Os diretores e as diretoras leem jornais e revistas , refletindo, comparando, analisando além das aparências? Ou geralmente não leem e, quando leem, simplesmente aceitam passivamente a visão parcial e deturpada da grande imprensa? Leem livros, constantemente, sobre temas de interesse sindical e político?

5. Os diretores e as diretoras trabalham no sentido de democratizar as relações sindicais, ou se comportam como "mini-monarcas" no "pequeno pedaço" que dominam , desenvolvendo práticas mandonistas e burocratizantes?

6. Os diretores e as diretoras visitam as empresas constantemente para estabelecer contatos com os trabalhadores, procurando ouvi-los e, ao mesmo tempo, estimulando-os à sindicalização, à participação nas atividades sindicais e à organização por local de trabalho? As demandas apresentadas pela base são objeto de debate no sentido da entidade apresentar propostas objetivas e viáveis que possibilitem o envolvimento dos trabalhadores e trabalhadoras nas lutas desenvolvidas pela categoria? Ou a base é tratada como massa de manobra, equivocada, ignorante e que, portanto não tem condições para opinar com qualidade?

7. A diretoria da entidade tem possibilitado que os trabalhadores e as trabalhadoras se expressem o mais democraticamente possível, encaminhando as decisões tomadas pela maioria? Ou a diretoria, em geral, comporta-se, olhando de cima para baixo, dando ordens para que a categoria as cumpram?

8. As ações da entidade são planejadas estrategicamente, têm governabilidade, são planejadas a curto, médio e longo prazo, têm objetivos e metas definidas, estão baseadas no que é tático, provisório e passageiro e, simultaneamente, no que é estratégico, princípio e permanente? Ou as ações são sempre de apagar os incêndios, de "correr atrás dos prejuízos", sem que haja planejamento adequado?

9. Os(as) diretores(as) da entidade fazem uma avaliação constante do trabalho que desenvolvem? Refletem sobre a prática, avaliando o crescimento que estão tendo, se estão produzindo adequadamente no sentido da construção de uma sociedade justa e democrática? Tratam os funcionários da entidade com todo o respeito que os trabalhadores e as trabalhadoras merecem? Conseguem trazer novos militantes para a atividade sindical? Têm,na prática, atitudes que visam a renovação dos quadros sindicais? Ou, ao contrário, já estão acomodados naquela função repetitiva, sem motivação para ações mais consequentes, despolitizando as lutas, ficando aprisionados ao corporativismo imediatista , tendo medo que trabalhadores e trabalhadoras da base possam vir a ocupar seus lugares?

10. Ao montar a chapa para concorrer à próxima eleição da entidade, prevalece um clima de camaradagem, procurando sempre colocar nos cargos companheiros e companheiras que tenham melhores condições para exercê-los, com melhor capacidade , preparação ideológica, dedicação, representação na categoria? Ou prevalece um clima de hostilidade, de disputa desenfreada pelos cargos, de ataques pessoais muitas vezes injustos, desperdiçando enormes energias políticas e esgarçando os tecidos de relacionamento das lideranças?

Estas perguntas não devem ser respondidas, de maneira simplista do sim ou não. Elas exigem uma reflexão mais aprofundada. São questões que precisam ser enfrentadas pelos sindicalistas, sobretudo por aqueles que pretendem que as entidades sejam instrumentos importantes na luta econômica por melhores condições de salário e de trabalho, na luta política pela transformação profunda da sociedade e na luta ideológica contra os valores das classes dominantes.

Os problemas relacionados à estruturação interna das entidades não devem consumir toda a energia e tempo dos sindicalistas, impedindo-os de participar das lutas mais gerais dos trabalhadores. Quando esses problemas forem verdadeiramente enfrentados, as entidades terão melhores condições para exercerem seu papel de contribuir na articulação de um movimento sindical forte e democrático, tão necessário nesse momento conjuntural que o país atravessa.

Augusto César Petta - Professor e diretor-técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES)
Enviada por Juan Sanchez, às 20:32 16/06/2009, em Brasília, DF


Adeus, General Motors
Por Michael Moore

Escrevo na manhã que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terá oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terá chegado ao fim.

Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares cheios de ansiedade a respeito do futuro da GM e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estão abandonados por aqui. Imagine o que seria se você vivesse em uma cidade onde uma a cada duas casas estão vazias. Como você se sentiria?

É com triste ironia que a empresa que inventou a “obsolescência programada” – a decisão de construir carros que se destroem em poucos anos, assim o consumidor tem que comprar outro – tenha se tornado ela mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o público queria, com baixo consumo de combustível, confortáveis e seguros. Ah, e que não caíssem aos pedaços depois de dois anos. A GM lutou aguerridamente contra todas as formas de regulação ambiental e de segurança. Seus executivos arrogantemente ignoraram os “inferiores” carros japoneses e alemães, carros que poderiam se tornar um padrão para os compradores de automóveis. A GM ainda lutou contra o trabalho sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para “melhorar” sua produtividade a curto prazo.

No começo da década de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes, milhares de postos de trabalho foram movidos para o México e outros países, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores americanos. A estupidez dessa política foi que, ao eliminar a renda de tantas famílias americanas, eles eliminaram também uma parte dos compradores de carros. A História irá registrar esse momento da mesma maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do sistema de abastecimento de água dos antigos romanos, que colocaram chumbo em seus aquedutos.

Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda não está frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Não se trata do prazer da vingança contra uma corporação que destruiu a minha cidade natal, trazendo miséria, desestruturação familiar, debilitação física e mental, alcoolismo e dependência por drogas para as pessoas que cresceram junto comigo. Também não sinto prazer sabendo que mais de 21 mil trabalhadores da GM serão informados que eles também perderam o emprego.

Mas você, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros! Eu sei, eu sei – quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de carros? Quem entre nós quer ver 50 bilhões de dólares de impostos jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito disso: a única forma de salvar a GM é matar a GM. Salvar a preciosa infra-estrutura industrial, no entanto, é outra conversa e deve ser prioridade máxima.

Se permitirmos o fechamento das fábricas, perceberemos que elas poderiam ter sido responsáveis pela construção dos sistemas de energia alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que a melhor forma de nos transportarmos é sobre bondes, trens-bala e ônibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mão-de-obra especializada?

Já que a GM será “reorganizada” pelo governo federal e pela corte de falências, aqui vai uma sugestão ao Presidente Obama, para o bem dos trabalhadores, da GM, das comunidades e da nação. 20 anos atrás eu fiz o filme “Roger & Eu”, onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas políticos tivessem ouvido, talvez boa parte do que está acontecendo agora pudesse ter sido evitada. Baseado nesse histórico, solicito que a seguinte ideia seja considerada:

1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer à nação que estamos em guerra e que devemos imediatamente converter nossas fábricas de carros em indústrias de transporte coletivo e veículos que usem energia alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua produção de automóveis e adaptou suas linhas de montagem para construir aviões, tanques e metralhadoras. Esta conversão não levou muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados.

Estamos agora em um tipo diferente de guerra – uma guerra que nós travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje uma das maiores armas de destruição em massa, responsável pelas mudanças climáticas e pelo derretimento da calota polar.

As coisas que chamamos de “carros” podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza. Continuar a construir essas “coisas” irá levar à ruína a nossa espécie e boa parte do planeta.

A outra frente desta guerra está sendo bancada pela indústria do petróleo contra você e eu. Eles estão comprometidos a extrair todo o petróleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estão “chupando até o caroço”. E como os madeireiros que ficaram milionários no começo do século 20, eles não estão nem aí para as futuras gerações.

Os barões do petróleo não estão contando ao público o que sabem ser verdade: que temos apenas mais algumas décadas de petróleo no planeta. À medida que esse dia se aproxima, é bom estar preparado para o surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de gasolina.

Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente converter suas fábricas para novos e necessários usos.

2. Não coloque mais US$30 bilhões nos cofres da GM para que ela continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para manter a força de trabalho empregada, assim eles poderão começar a construir os meios de transporte do século XXI.

3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o país em cinco anos. O Japão está celebrando o 45o aniversário do seu primeiro trem bala este ano. Agora eles já têm dezenas. A velocidade média: 265km/h. Média de atrasos nos trens: 30 segundos. Eles já têm esses trens há quase 5 décadas e nós não temos sequer um! O fato de já existir tecnologia capaz de nos transportar de Nova Iorque até Los Angeles em 17 horas de trem e que esta tecnologia não tenha sido usada é algo criminoso. Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por todo o país. De Chicago até Detroit em menos de 2 horas. De Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser feito agora.

4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veículos leves sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho médio. Construa esses trens nas fábricas da GM. E contrate mão-de-obra local para instalar e manter esse sistema funcionando.

5. Para as pessoas nas áreas rurais não servidas pelas linhas de bonde, faça com que as fábricas da GM construam ônibus energeticamente eficientes e limpos.

6. Por enquanto, algumas destas fábricas podem produzir carros híbridos ou elétricos (e suas baterias). Levará algum tempo para que as pessoas se acostumem às novas formas de se transportar, então se ainda teremos automóveis, que eles sejam melhores do que os atuais. Podemos começar a construir tudo isso nos próximos meses (não acredite em quem lhe disser que a adaptação das fábricas levará alguns anos – isso não é verdade)

7. Transforme algumas das fábricas abandonadas da GM em espaços para moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia alternativa. Precisamos de milhares de painéis solares imediatamente. E temos mão-de-obra capacitada a construí-los.

8. Dê incentivos fiscais àqueles que usem carros híbridos, ônibus ou trens. Também incentive os que convertem suas casas para usar energia alternativa.

9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto em cada galão de gasolina. Isso irá fazer com que mais e mais pessoas convertam seus carros para modelos mais econômicos ou passem a usar as novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automóveis irão construir.

Bom, esse é um começo. Mas por favor, não salve a General Motors, já que uma versão reduzida da companhia não fará nada a não ser construir mais Chevys ou Cadillacs. Isso não é uma solução de longo prazo.

Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente – e no de trás também. Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. É um novo dia e um novo século. O Presidente – e os sindicatos dos trabalhadores da indústria automobilística – devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste.

Ontem, a última sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos. Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as “Flint – Michigans” deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que nós podemos fazer um trabalho melhor.
Enviada por Ubirajara Freitas / João Cayres, às 20:29 16/06/2009, em Belo Horizonte, MG / Santo André, SP


Aleksei Etmanov pede apoio à luta dos sindicatos russos
O presidente do Sindicato Inter-regional dos Trabalhadores na Industria Auto da Rússia – MPRA – Aleksei Etmanov em seu discurso no 32º Congresso da Federação Internacional dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica criticou severamente a situação vivida pelos trabalhadores assalariados e seus sindicatos na Federação Russa. Ele pediu que a FITIM e suas organizações membros apóiem a queixa da VKT – Confederação dos Trabalhadores de Toda Rússia – que será entregue em breve a OIT.

A queixa descreve os casos mais escandalosos de violação dos direitos de criação de organizações sindicais e de negociação, bem como os casos de pressão sobre os ativistas sindicais por parte dos patrões e orgãos estatais.

Etmanov se dirigiu às demais organizações russas (que fazem parte dos chamados sindicatos tradicionais) membros da FITIM e pediu para que eles se abstivessem das atividades pouco compatíveis com os princípios de solidariedade sindical.

Segue o discurso completo do A. Etmanov:

Companheiros e companheiras,

Eu represento uma organização pequena, porém combativa. Ela foi criada há poucos anos. Há apenas um ano nos filiamos à FITIM. Aproveitando a oportunidade, gostaria de agradecer a direção da FITIM que está saindo por ter resolvido o nosso caso de forma muito eficaz, por ter entendido o quanto nós estamos precisando do apoio do sindicato global. Nós conseguimos o apoio e nos tornamos membros da Família. Nossa luta conta com o apoio de uma das mais respeitadas federações sindicais internacionais. Obrigado a todos. Obrigado a você, Marcello [Malentacchi].

Nós recebemos o reconhecimento internacional no momento mais dramático de nosso desenvolvimento, isso foi muito importante.

Durante os dois primeiros anos de nossa existência, nós adquirimos experiência na luta pelo reconhecimento dos sindicatos nas fábricas, pelo direito de organização de greves e no enfrentamento às parcelas corruptas do aparato estatal. Três anos atrás nós começamos do zero. Hoje representamos os trabalhadores na maioria das fábricas das empresas transnacionais instaladas na Rússia: Ford, GM, Renault, Hyundai, Volkswagen, AutoVAZ. Há cada vez mais novas organizações de base filiando-se ao nosso sindicato.

Democracia, solidariedade, capacidade de ajudar os trabalhadores das fábricas vizinhas, de outras regiões da Rússia a se organizarem, constituem a base da nossa atividade.

Hoje a luta pelos direitos básicos dos sindicatos na Rússia é de suma importância. A violação do direito de auto-organização dos trabalhadores é uma prática comum por parte dos patrões e burocratas corruptos do nosso Estado.

Com medo que os trabalhadores se organizem em novos sindicatos democráticos e poderosos os patrões e o Estado se utilizam de muitos métodos para destruir e reprimir a democracia nascente nas fábricas, na base.

As empresas transnacionais que por muito tempo e com grande êxito dialogam com as organizações dos trabalhadores na Europa e nos EUA, quando chegam ao mercado em desenvolvimento do nosso país, logo esquecem os princípios, declarações e obrigações que seguem nos países desenvolvidos. No nosso país o direito de auto-organização foi pisoteado, as greves são praticamente proibidas por lei, o direito de negociações coletivas é realizado formalmente. As direções das transnacionais instaladas na Rússia perceberam rapidamente as regras do jogo e estão prontas para se inserir no sistema de corrupção total usando-a para intensificar a exploração.

Aos primeiros indícios de surgimento do sindicato democrático na fábrica as companhias começam reprimir fortemente aos ativistas e líderes dos trabalhadores, com objetivo de barrar a realização do direito de organização dos trabalhadores. Tais medidas se aplicavam e se aplicam contra o nosso sindicato e outras organizações criadas pelos trabalhadores. Entre elas estão: a violência física contra os ativistas e os líderes do nosso sindicato, as tentativas de detenção por acusações forjadas, a corrupção dos burocratas por representantes do mundo de negócios, a compra ou "privatização" dos sindicatos com objetivo de discriminar os líderes e ativistas sindicais.

Nós temos documentos que comprovam estes fatos. Alguns sindicatos russos filiados à FITIM e que estão presentes aqui hoje, infelizmente, fazem parte deste processo.

Nós deparamos com este comportamento pouco ético, ou seja, criação dos sindicatos controlados pelo estado e por patrões, sindicatos pelegos, que foram registrados pelo Sindicato ACM (AvtoCelkhozMach, Indústria de Máquinas Agrícolas e Automotrizes) e da Indústria de Máquinas Pesadas da Rússia. Estes sindicatos foram fundados pelas próprias direções da empresas com apoio dos sindicalistas corruptos. Os diretores das empresas são filiados a estes sindicatos!!! Estas organizações foram fundadas no momento em que a gente estava numa campanha pesada pelo reconhecimento dos nossos sindicatos nestas fábricas. No momento da crise houve casos onde elas aprovaram demissões em massa, tal qual na GM-AvtoVAZ (joint venture entre GM e Lada), exatamente quando lutávamos pelo emprego de cada Trabalhador. Vexames como este tem manchado todos nós. Os líderes destes sindicatos e suas delegações estão nesta sala.

Eu não quero uma escalada do confronto entre a gente, mas temos o direito de exigir que todos os membros da FITIM sigam os princípios de solidariedade. O jogo deve ser justo. Nós iremos insistir neste ponto!

Além do uso de métodos repressivos aos sindicatos democráticos, fundados pelos trabalhadores, o poder e os patrões tentam controlar as demais organizações dos trabalhadores. As tentativas foram feitas em relação a todos os sindicatos que existem hoje na Rússia e qye são filiados à Confederação Internacional dos Sindicatos. Todas estas tentativas falharam porque não foi possível dividir os líderes nacionais e os ativistas de base, fazê-los negar os princípios básicos. O mesmo deve acontecer em cada ramo e a nível global.

A situação na Rússia hoje, como eu já tinha falado, é caracterizada pela violação dos direitos básicos, tais como, direito de organização e de negociação. As repressões, inclusive físicas, contra os ativistas sindicais colocam a Rússia de hoje no mesmo patamar daqueles países que têm padrões trabalhistas bem baixos, onde o trabalho sem garantias e arbitrariedade na produção são a norma. Estamos no mesmo nível da Birmânia e da Belarus. Todas as violações às normas básicas em relação às nossas organizações estão documentadas.

A Central Sindical a qual nós somos filiados a nível nacional, a VKT – Confederação dos Trabalhadores de Toda Rússia, está preparando uma queixa à OIT. Nós estamos discutindo com os nossos parceiros na Europa e nas Américas a possibilidade de apoio a esta iniciativa. Estamos pedindo apoio a todas às Federações Globais às quais os sindicatos por ramo da nossa Central são filiados. Estamos pedindo a FITIM também. Os casos escandalosos de violação dos direitos básicos de trabalho por parte das companhias transnacionais e russas, a passividade dos orgãos do poder público devem ser conhecidos e receber a reação do movimento sindical internacional.

Não estamos nos queixando, estamos prontos para as lutas que vêm pela frente. Nestas lutas, cujo objetivo final é melhoria considerável da situação dos trabalhadores assalariados na Rússia, nós vamos utilizar todos os métodos legais e recursos disponíveis.

A solidariedade internacional dos trabalhadores, bem como a solidariedade sindical é componente necessário para o nosso desenvolvimento. Por isso nós estamos hoje junto com vocês na Federação Internacional dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica. Nós nos desenvolveremos e vamos desenvolver a nossa União Global para nos tornar uma organização democrática e combativa, motor da solidariedade sindical nas fábricas do ramos onde Trabalhamos.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 13:55 11/06/2009, em Curitiba, PR


Trabalhadores na Ford realizaram 5º Encontro Nacional em Curitiba, PR
Aconteceu nos dias 29 e 30 de maio, em Curitiba, o 5º Encontro Nacional dos Trabalhadores na Ford, organizado pelos Sindicatos de Metalúrgicos do ABC, de Camaçari e de Taubaté e por TIE-Brasil

Os Trabalhadores na Ford de Camaçari, São Bernardo do Campo e Taubaté debateram temas referentes às lutas e demandas da categoria nas plantas da empresa no Brasil.

Num acalorado, porém fraternal debate os companheiros analisaram a atual conjuntura, a crise internacional e seus efeitos, além de debater políticas que permitam o avanço da luta sindical dos Trabalhadores na Ford.

Os presentes discutiram formas para unificar suas lutas e reivindicações junto a direção da empresa aqui no Brasil e intercambiaram informações sobre o andamento das negociações de PLR, que acontecem tanto na unidade de Camaçari, quanto, nas unidades localizadas no Estado de São Paulo.

A inclusão dos companheiros da Troller (montadora brasileira de jipes recentemente comprada pela transnacional americana) nos debates dos Trabalhadores na Ford também foi avaliada.

Boa parte dos debates foi dedicada ao debate da situação dos companheiros que trabalham para empresas contratadas pela Ford (as famosas terceiras) e o que é preciso fazer para garantir a representação sindical e os mesmos direitos conquistados pelos Trabalhadores contratados diretamente pela Ford.

Os participantes do encontro foram informados sobre o Encontro Internacional dos Trabalhadores na Ford, realizado em Detroit. EUA, entre 22 e 25 de abril de 2009, onde se debateu a criação do Comitê Internacional dos Trabalhadores na Ford e sua importância para a unidade da luta dos trabalhadores ao redor do mundo.

Os Trabalhadores na Ford no Brasil estão representados no CIT - Comitê Internacional dos Trabalhadores - e participarão ativamente nos debates constituintes do CIT, discutindo e apresentando propostas conjuntas que ajudem na consolidação do mesmo.

Foi criada ainda a Comissão Pró-CNT (Comitê Nacional dos Trabalhadores) na Ford, composta por 2 companheiros de cada uma das cinco unidades da Ford no Brasil. Essa comissão Pró-CNT desenvolverá atividades preparatórias que permitam a realização de um novo encontro em 2010, quando será fundado oficialmente o Comitê Nacional dos Trabalhadores na Ford, criando assim mais um canal de representação dos Trabalhadores e de interlocução com a empresa, que somados aos já existentes fortalecerá ainda mais as lutas dos Trabalhadores na Ford.
Enviada por Sérgio Bertoni, às 14:16 03/06/2009, em Curitiba, PR


Polônia: ex-Presidente do Sindicato é demitido pela FIAT por criticar a direção da empresa
Em 30 de abril de 2009, a direção da grupo Fiat em Bielsko-Biala, Polônia, demitiu Rajmund Pollak, histórico ativista sindical desde a fundação do Solidarnosc em 1980 e ex-presidente da organização sindical local, sob o pretexto de "descontinuidade de seu posto de trabalho"

A fábrica polonesa da FIAT trabalha a plena capacidade neste momento devido à elevada procura pelos modelos "Fiat 500" e "Fiat Panda" e "Ford KA" ali produzidos.

Em 24 de abril de 2009, Rajmund Pollak enviou uma carta aberta à direção mundial da FIAT, em Turim, criticando sua decisão de aumentar a jornada semanal de trabalho (até aos domingos a noite) ao mesmo tempo que recusa-se a aumentar os salários dos trabalhadores poloneses.

Os trabalhadores na FIAT acreditam que a direção da empresa não gostou da crítica de Rajmund e que o argumento de "descontinuidade do posto de trabalho" é apenas um pretexto.

Em carta enviada de Turim, em 17 abril, Sr. Paolo Rebaudengo, vice-presidente de Relações Humanas do Grupo FIAT explicava aos sindicatos que devido à crise econômica, os salários dos trabalhadores poleneses seriam congelados. Pedia, contundo, a compreensão dos trabalhadores para a necessidade de trabalhar 7 dias por semana na unidade de Bielsko-Biala. Em sua carta, o Sr. Rebaudengo ameaça mudar as políticas de investimentos da FIAT Polônia caso suas ordens não sejam devidamente implementadas.

A operação polonesa da FIAT é uma das mais rentáveis no mundo. Produtividade e qualidade da fábrica de Tychy estão entre as mais elevadas em todo o mundo. Já os salários variam entre 25 e 50% do que é pago na Itália.

Na carta aberta enviada ao Sr. Rebaudengo, em 24 de abril, Rajumnd exige igualdade de tratamento aos trabalhadores na FIAT na Polônia e na Itália. Segundo a Rajmund, os trabalhadores poloneses, se comparados a seus colegas italianos, recebem um pouco mais que a metade de 7 dias trabalhados na semana, enquanto os italianos estão recebendo normalmente, mesmo sem estar trabalhando no momento.

Como um primeiro passo, Rajmund propõe um aumento salarial mínimo de 15-20% para os trabalhadores polaneses. Isso seria uma forma de compartilhar modestamente os enormes lucros que produzem para a FIAT, além de diminuir a enorme diferença salarial em relação aos seus colegas italianos.

Rajmund disse à direção da FIAT que já na Idade Média camponeses poloneses tinham o direito a um dia de folga na semana, aos domingos. Na verdade, o Código do Trabalho Polonês estipula uma jornada de trabalho semanal de 40 horas e os Sábados não são considerados dias úteis. Esta, aliás, é uma das principais conquistas da luta do Solidarność nos anos 1980-1981. O "sistema" FIAT de produção em três turnos, no entanto, inclui o sábado como um dia útil e agora quer forçar os trabalhadores poloneses a trabalhar até sete turnos seguidos, inclusive nos turnos noturnos.

Em sua carta Rajmund apenas exerceu seu direito à liberdade de expressão ao criticar a direção da FIAT. Agora, o punem por defender os direitos dos seus colegas de trabalho. Sua demissão é a única. Nenhum outro trabalhador foi demitido por causa da "reestruturação" ou "crise economica".

Rajumnd é engenheiro automotivo com especializações em relações econômicas e comerciais internacionais. Na metade de 2009 completaria 30 anos de casa. Rajmund tem participado ativamente no movimento sindical internacional ao longo dos últimos 20 anos.

Caso fosse verdadeira a desculpa da empresa (descontinuidade de seu posto de Trabalho), Rajmund poderia ser transferido para outras funções já que há abundância de outros postos de trabalho nos quais ele poderia seguir trabalhando dentro da empresa. No entanto, nenhum desses postos de trabalho foram oferecidos a ele.

Parece que a FIAT usa o pretexto da crise econômica para deteriorar as condições de trabalho e direitos dos trabalhadores ao mesmo tempo em que persegue todos aqueles que lutam contra esta situação e que defendem os direitos de seus colegas de trabalho.

Veja abaixo a proposta de carta de protesto (en ingles) a ser enviada ao Sr. Rebaudengo.

Por favor, envie uma cópia da sua mensagem por fax para o endereço indicado no final da carta. É de uma agência de notícias da Região de Krakov, onde está a planta da FIAT de Bielsko-Biala. Favor enviar também cópias para agências de notícias de seu país, assim como para o companheiro Rajmund Pollak.

Carta de Protesto

Mr. Paolo Rebaudengo
Senior Vice President Industrial Relations FIAT S.p.a
Head office: Via Nizza 250, 10126 Torino, Italy
Fax: +39-011-0063771
E-mail: paolo.rebaudengo@fiatgroup.com

Dear Sir,

We have been informed of the decision of the Sadi FIAT Group to fire long-time union activist at FIAT Poland, Mr. Rajmund Pollak, on the pretext that his “position is discontinued”. Mr.Pollak is a specialised automotive engineer and foreign commercial relations economic specialist, so there are many jobs he could perform inside your enterprise. It is unbelievable that no such jobs were offered to him. Mr.Pollak will shortly complete 30 years of service with your company.

On April 24th, 2009, Mr.Pollak has written to you about his objections to your order to freeze the wages of Polish workers while at the same time extending the working week at the Tychy production plant to the Sunday night. Mr. Pollak has reminded you of the huge wage difference between the FIAT workers in Poland and Italy, while at the same time FIAT Poland is contributing substantially to FIAT overall results. He proposed to reduce these wage differences.

We believe Mr.Pollak has only exercised his constitutional right of free speech and has in no way damaged company interests. His arguments appear valid and should be discussed in a proper way instead of him being sacked for defending the rights of his colleagues.

We urge you therefore to reconsider the dismissal of Mr. Pollak and to find another job for him that fits his workplace qualifications. We also urge you to take the necessary steps in order to secure proper negotiations in good faith with the Polish unions on their wages and working times.

We would appreciate to be informed about further steps from your side.

Yours sincerely,

Signed:

CC:
News Agency of Krakov Region
Fax no: +(00)-48-124224945
Att: Mr. Marcim Austyn
Krakov region, Poland

Rajmind Pollak e-mail:
rajmund.pollak@O2.pl

Enviada por TIE, às 11:02 14/05/2009, em Amsterdam, Holanda / Curitiba, PR


Trabalhadores na Volkswagen do Brasil se reúnem em Guaraqueçaba-PR
O 2º Encontro Nacional dos Trabalhadores na Volkswagen do Brasil terminou neste sábado, dia 25

De 23 a 25 de abril aconteceu na cidade de Guaraqueçaba, no Paraná, o 2º Encontro Nacional dos Trabalhadores na Volkswagen do Brasil. O encontro debateu as questões em comum dos trabalhadores nas plantas da Volks no Brasil e no mundo e a organização no local de trabalho, bem como a conjuntura econômica e o cenário político nacional.

A mesa de abertura do encontro na quinta-feira, dia 23, contou com a presença do companheiro Paulo Dutra, representando o presidente da CNM/CUT, Carlos Alberto Grana, do presidente da CNTM, Clementino Tomaz Vieira, do presidente da FEM/CUT-SP, Valmir Marques (Biro Biro), do presidente da Fetim, Sebastião de Oliveira, do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, Sérgio Butka, do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo, do diretor sindical, Erick Pereira da Silva, representando presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos, do representante do IG Mettal, Flavio Benites, do representante do TIE Brasil, Sergio Bertoni e representantes de entidades nacionais e internacionais, além de autoridades locais.

Na sexta-feira, o 2º Encontro Nacional dos Trabalhadores na Volks contou com a análise de conjuntura pelo diretor do Dieese, Ademir Figueiredo, e apresentação da realidade das plantas da Volks no Brasil.

O companheiro Zuher Handar, do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba falou sobre "A crise econômica e seus impactos na saúde e segurança" e seguiram os debates sobre a realidade das plantas frente à conjuntura e a organização no local de trabalho.

Em seguida aconteceu trabalho em grupo com o tema “A organização dos trabalhadores e a garantia dos seus direitos". Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo, “Esta organização dos trabalhadores na Volkswagen sempre foi muito importante, principalmente em momentos como os vividos em 2005 pela categoria de Taubaté, quando a unidade dos trabalhadores de todas as plantas da Volks fez a diferença para garantir o emprego e os direitos dos trabalhadores”.

Sergio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que marcou presença no evento, destacou na abertura a importância das resoluções que serão tomadas no encontro. “Que resoluções importantes, do tamanho da importância do Comitê Nacional saiam deste 2º encontro no intuito de garantir, ou melhor, continuar garantindo os direitos dos trabalhadores, principalmente em momentos como este que estamos vivendo durante a crise”, afirmou o presidente Sérgio Nobre. O debate dos trabalhadores na Volkswagen busca fazer um resgate das mobilizações do Comitê Nacional que foram decisivas para a manutenção dos empregos e direitos dos trabalhadores em diversas oportunidades.

“É importante que saiamos deste encontro com resoluções concretas que fortaleçam nossas lutas e leve a empresa a reconhecer a força política e importância do Comitê Nacional dos Trabalhadores”, disse Isaac do Carmo. O Comitê Nacional também representa a organização dos trabalhadores em nível mundial, em unidade com os companheiros de outras plantas da Volkswagen ao redor do mundo. O representante do IG Metall, Sindicato da Alemanha, Flávio Benites, ressaltou na abertura do evento a necessidade da organização no local de trabalho.

“Pela experiência que tenho vivido na Alemanha tenho a certeza que tal organização é primordial para o movimento sindical, considerando inclusive que a atividade está sendo realizada em conjunto por duas centrais”, disse Benites.

O encontro também conta com participação de entidades como o TIE Brasil, que auxiliam a formação de redes internacionais de trabalhadores em empresas multinacionais.

"A continuidade deste trabalho (manter o Comitê Nacional que teve início não apenas em 2003-2004, mas desde que a Volks e a Ford decidiram criar a Autolatina) é de extrema relevância e manter esta organização e estarmos hoje reunidos é extremamente importante", afirmou o representante do TIE Brasil, Sérgio Bertoni.

Para o coordenador da Comissão de Fábrica de Taubaté, Aldrey Allan Candido, o encontro foi decisivo para os rumos das lutas dos trabalhadores na Volks contra a crise e para o avanço em suas conquistas e garantias de direitos.

Histórico - O Comitê Nacional dos Trabalhadores na Volkswagen surgiu em 2003, e foi consolidado durante o 1º Encontro Nacional realizado na cidade de Ubatuba em 2005.

O Comitê atende a necessidade de fomentar e ampliar a colaboração entre os trabalhadores na Volkswagen do Brasil e do mundo.

Logo após a fundação do Comitê, aconteceram as negociações conjuntas da PLR, assim como a greve contra a intransigência da empresa com relação aos valores.

Durante a reestruturação anunciada pela Volkswagen em 2006, a ação do Comitê Nacional foi fundamental para o enfrentamento com a empresa, que ameaçava cerca de 7 mil demissões. Pela primeira vez, a produção da s cinco fábricas brasileiras da Volkswagen foi paralisada.

Essa mobilização em Taubaté abriu caminho para que os novos produtos da empresa viessem para a cidade garantindo a existência da fábrica e o desenvolvimento econômico de nossa região.

O Comitê hoje propõe a ampliação dos espaços de debate e o enraizamento de suas propostas de solidariedade e colaboração, contribuindo pela construção de uma sociedade mais justa.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Enviada por Comitê Nacional dos Trabalhadores na VW, às 10:58 30/04/2009, em Guaraqueçaba, PR


Trabalhadores criam Comitê Mundial da Ford
João Cayres, representante da América do Sul, disse que o processo de debates sobre o Comitê Mundial começou há cinco anos, durante encontros nacionais e internacionais promovidos pelo TIE, entidade para troca de informações sobre empresas transnacionais, e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT

Os trabalhadores na Ford, reunidos na semana passada em Detroit, nos Estados Unidos, decidiram pela criação do Comitê Mundial durante encontro patrocinado pela Federação Internacional dos Trabalhadores Metalúrgicos.

Foi definido um grupo executivo, responsável pela negociação e formalização do Comitê junto à direção mundial da Ford.

O companheiro João Cayres foi escolhido para esse grupo como representante da América do Sul. Ele participou do encontro como representante brasileiro da fábrica de São Bernardo, além de José Monteiro, de Taubaté, e Bonfim, de Camaçari.

João Cayres disse que o processo de debates sobre o Comitê Mundial começou há cinco anos, durante encontros nacionais e internacionais promovidos pelo TIE, entidade para troca de informações, e a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT.

“Antes, o sindicato norte-americano, o maior do grupo Ford, não tinha uma discussão sobre o assunto. Agora, com uma posição real deles, foi possível encaminhar o Comitê Mundial”, disse. Ele comentou que um comitê com representantes das fábricas do mundo tem acesso ao alto escalão da multinacional, além de poder encaminhar reivindicações que normalmente não chegam à direção da empresa.

Além disso, o Comitê Mundial agiliza a troca de informações entre os trabalhadores. João Cayres lembrou que os encontros entre brasileiros e russos do grupo Ford possibilitaram a criação de um sindicato independente naquele país.

“Eles se organizaram, realizaram greves com nossa solidariedade e conquistaram melhores salários”, comentou.

Esse mesmo exemplo vale para os trabalhadores na fábrica de Camaçari que, depois de muita luta com apoio do pessoal de vários países, também avançaram nas conquistas.

Participaram do encontro internacional metalúrgicos das fábricas da Ford no Brasil, Rússia, Espanha, Tailândia, África do Sul, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Bélgica, Suécia, Austrália e Estados Unidos.

Fonte: Tribuna Metalúrgica
Enviada por SindiMetal ABC, às 10:20 30/04/2009, em São Bernardo do Campo, SP


Rússia: a repressão é uma merda!!!
Mais um atentado contra sindicalistas
Prova do crime

Hoje, 14/04/09, às 1:45 da madrugada, saindo do elevador no andar de meu apartamento acompanhado de minha esposa e do companheiro Alexander vi em frente a porta de entrada de minha residência um monte de merda! A maçaneta da porta estava toda lambuzada com escrementos humanos.

Clique na imagem acima para ampliar a foto ou aqui para baixar o arquivo .pdf com mais fotos do ocorrido.

Comecamos a olhar em volta e vimos uma pequena camera de vídeo sem fios instalada acima da porta, inclusive pintada na mesma cor do teto.

Outros dois companheiros subiram no elevador e enquanto checavam o que estava acontecendo, ouviram passos na região do sexto andar e um ruído de chamada do elevador. Dois rapazes vestidos com roupas escuras saíram do elevador, mas não conseguimos apanha-los.

Chamamos a milícia (polícia russa) como de costume. Immpossível, pois ninguém atendeu ao telefone.

Parece que essa gente esperava que, enquanto limpássemos a merda, ficaríamos desatentos e nos atacariam.

O tipo de câmera usada é conhecida e custa muito dinheiro. Havia nela um tranmissor embutido...

Pelo vbisto estão pagando bem para nos espionar...

Ei Estado, cadê você?!?!?!?!

Ligamos para a FSB (serviço secreto sucessor da KGB), para o 3-35 de plantão. Nos disseram que não tinha nenhum sentido procurá-los e fazer uma denúncia, pois de todas as formas encaminhariam o caso a milícia.

Aviso a todos os ativistas sindicais: Estejam alertas.

Alguém muito grande conspira contra nós (e nos estamos cientes de quem possa ser).

Aleksei Etmanov
Co-Presidente do MPRA
Presidente do sindicato dos Trabalhadores na Ford-Rússia
Enviada por TIE-Moscou, às 09:24 14/04/2009, em Moscou, Rússia


Trabalhadores na Visteon ocupam fábricas na Irlanda e Inglaterra
Trabalhadores na fabricante de autopeças Visteon ocuparam as unidades fabris em Belfast, Irlanda, e em Enfield e Basildon Inglaterra), depois se serem informados que a empresa está encerrando suas operações e que deveriam deixá-la imediatamente.

A Visteon é a antiga divisão de autopeças da Ford, tornada empresa "independente" em 2000.

Sugerimos aos companheiros e companheiras Trabalhadores na Ford que organizem piquetes e assembléias em todas as plantas e filiais da Ford na sua região.

Cartas de solidariedade podem ser enviadas para:

visteonoccupation@googlemail.com

Mais informações, vídeos, entrevistas você encontra em: www.visteonoccupation.org

Acesse o sítio e confira os acontecimentos on-line.
Enviada por Aleksei Etmanov, às 10:51 08/04/2009, em São Petersburgo, Rússia


Partido do governo russo cria sindicato fantasma na Ford
Há tempos o governo russo vem desenvolvendo políticas de controle que avançam sobre todos os seguimentos da sociedade. Partidos, imprensa, empresas que não apóiam o presidente e seu partido sofrem todos tipo de perseguição. Ativistas sofrem atentados e são assassinados.

Os sindicatos também estão na mira dos poderosos. Aqueles sindicatos que ousam se opor ao regime e defender os interesses dos trabalhadores contra as investidas do capital estão fadados a perseguição. A serviço do regime estão outros “sindicatos” criados de cima para baixo ou velhas estruturas que sempre estiveram a serviço dos donos do poder, sejam elas “socialistas”, sejam elas capitalistas.

O Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Industria Auto da Rússia – MPRA - e suas organizações de base lutam pelos interesses dos trabalhadores e tem enfrentado as políticas anti-sindicais das transnacionais do setor instaladas em Rússia. Portanto, estão entre os sindicatos perseguidos pelo poder e seus sindicalistas de aluguel.

Nos últimos meses o governo vem promovendo uma campanha de apoio à indústria automobilística “nacional”, incluindo aí as transnacionais instaladas no país. Na última semana aconteceu uma série de ações partidárias em apoio das iniciativas governamentais promovidas pelo partido do Putin “Rússia Unida” em conjunto com sindicalistas politiqueiros e patrões. Uma dessas ações aconteceu na cidade de Vsevolozhsk, onde está instalada a fábrica da Ford na Rússia. A ação foi dirigida pelo sindicato pelego “Sotsprof” recentemente cooptado pela administração do Presidente. A ação tinha como palavra de ordem “Sotsprof apóia a Ford” e “Ford também é uma indústria nacional”.

Aproveitando-se do fato que companheiros da direção nacional e local do MPRA estavam presentes no Fórum Social Mundial, o partido do governo promoveu um assembléia em frente aos portões da Ford, denunciando o MPRA, acusando-o de não se preocupar com a crise e com os empregos dos trabalhadores e anunciando a criação de uma filial local do Sotsprof. Os trabalhadores não participaram da assembléia, mas a imprensa controlada pelo governo rapidamente distribuiu a notícia sobre a assembléia por todo o país. Em São Petersburgo existem 4 montadoras de veículos, mas somente na Ford, onde o sindicato é mais forte e organizados o partido do governo e seu sotsprof fizeram a asembléia e tentam criar um sindicato fantasma, pelego.

Um outro fato a destacar é que a campanha governamental tem como um dos seus objetivos acabar com a importação de carros usados japoneses através do porto de Vladivostok. Estes veículos são destinados à região do Extremo Oriente na Rússia. O governo aumentou os impostos de importação na tentativa de preservar a indústria nacional e a mão de obra nas regiões centrais do país.

A defesa da garantia de emprego é uma reivindicação histórica do movimento sindical, que unifica a luta dos trabalhadores e sindicatos. Porém, os ditos “defensores” dos interesses nacionais desprezam o fato de que há um grande número de trabalhadores informais que vivem do trabalho de adaptação dos carros usados japoneses para o mercado russo e correm o risco de perder seus empregos. Esses supostos defensores instigam os trabalhadores das fábricas na região central da Rússia a se manifestar contra seus companheiros no Extremo Oriente. Enquanto isso a “NOSSA” General Motors-Avtovaz (Lada) demite 50% de seus trabalhadores, a “TAGAZ” (Hyndai) com sua política de flexibilização salários através do pagamento de prêmios, elimina o pagamento destes mesmos prêmios arrochando ainda mais os já baixos salários, que hoje gira em torno de R$ 200,00 por mês. A Avtovaz (Lada) ao mesmo tempo em que aumenta os preços dos carros, diminui seus custos através de férias coletivas não remuneradas.

O nosso sindicato MPRA (Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Automobilística) luta contra esta política e se recusa a participar de ações que ferem os interesses dos trabalhadores.

Nosso sindicato não vai lutar contra os nossos companheiros do Extremo Oriente.

A campanha em prol da indústria nacional, na prática, prejudica os trabalhadores. Leva ao desemprego em massa e à precarização das condições de vida, enquanto o governo abre uma linha de incentivos fiscais aos patrões.

O sindicato MPRA enviou ao governo uma proposta de controle destes incentivos fiscais e cumprimento da lei. Os trabalhadores não devem pagar pela crise. Hoje somos obrigados a arcar com os erros dos patrões e do governo.

O MPRA convoca a todos os companheiros demitidos, a todos os trabalhadores, a todas as organizações que se preocupam com a situação da Rússia, a mobilizar-se e participar nas ações de protesto, promovidas pelo nosso sindicato nos dias 14 e 15 de fevereiro de 2009, contra as demissões e precarização da vida dos trabalhadores na Rússia.

Nossas bandeiras são:
«Os trabalhadores não devem pagar a crise»,
«Contra demissões!»,
«Garantia dos direitos dos sindicatos», «Lei para a Rússia!»,
«O trabalhador do Extremo Oriente não é nosso inimigo!»,
«Não à privatização dos lucros e à socialização dos prejuízos!»

Está na hora de por um fim às disputas no movimento social russo e construir a luta unitária pelos direitos dos trabalhadores.
Enviada por MPRA, às 12:38 08/02/2009, em São Petersburgo, Russia


Rússia: Dirigente sindical sofre 2 atentados em uma semana
A FITIM exige imediata e transparente investigação sobre os recentes ataques e ameaças contra dirigentes e ativistas sindicais do SINTIA-Rússia

O Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Indústria Automobilística da Rússia - SINTIA-Rússia, filiado a FITIM - Federação Internacional dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica, enviou a alarmante notícia sobre recentes ataques contra Alexey Etmanov, co-presidente do SINTIA-Rússia e presidente da organização de base do SINTIA-Rússia na fábrica da Ford, em Vsevolozhsk, São Petersburgo, Rússia.

Etmanov foi "assaltado" na noite de 8 de novembro, quando voltava para casa depois de trabalhar no segundo turno na fábrica da Ford. Ele estacionou seu carro e caminhava em direção a sua casa quando três homens armados com socos-ingleses o agrediram sem nada dizer.

Durante a briga Etmanov conseguiu sacar um revólver pneumático e disparou balas de borracha contra seus agressores, que evadiram do local.

Inicialmente, Etmanov pensou tratar-se de um assalto comum, de ladrões ordinários. No entanto, no dia seguinte, o vice-presidente da organização de base do SINTIA-Rússia na Ford, Vladimir Lesik, recebeu uma ligação em seu celular alertando-o de que o incidente na noite anterior não tinha qualquer relação com um assalto ou uma pilhagem. "Vocês foram levemente avisados. Mas se continuarem a criar obstáculos para nós, vamos tirar suas vidas", ameaçou o interlocutor anônimo.

Na madrugada de 14 de novembro, já devidamente previnidos, os companheiros do SINTIA-Rússia acompanharam Aleksei e sua esposa até a porta do edifício onde moram e ficaram esperando um sinal de que tudo estava bem. Quando Aleksei chegou ao andar onde mora, percebeu que as luzes do corredor estavam apagadas. Continuou no elevador e desceu no piso inferior, onde as luzes também estavam apagadas. Saiu lentamente do elevador quando um vulto lhe abordou disparando, agarrando a esposa de Aleksei e exigindo que eles fossem para a rua. Os sindicalistas que estavam na porta do prédio, ao ouviram o disparo invadiram o prédio e chamaram a polícia que compareceu ao local com um grupo de assalto e prendeu um dos agressores. Um segundo homem teria conseguido evadir-se do local através do telhado do edifício!!!

Anteriormente, em 24 de junho e 26 de julho de 2008, Alexei Gramm e Sergei Bryzgalov , ativistas da organização de base do SINTIA-Rússia em Taganrog, trabalahdores na empresa OAO "TagAZ", que produz automóveis Hyundai, também foram vítimas de ataques violentos após participarem de um piquete na porta da fábrica. Gramm e Bryzgalov estavam tentando obter informações adicionais sobre os salários e indenizações, bem como reivindicavam o reconhecimento do sindicato por parte da direção da empresa.

Em uma declaração sobre as agressões, Marcello Malentacchi, Secretário-Geral da FITIM, mostrou profunda preocupação com a indiferença das "autoridades" locais em relação às violações dos direitos humanos e laborais fundamentais, em relação à falta de ação rápida e eficaz para garantir que estes direitos sejam plenamente respeitados e protegidos. A FITIM exige "uma imediata, imparcial e transparente investigação sobre os fatos ocorridos, dos ataques contra os líderes sindicais Alexei Etmanov, Alexei Gramm e Sergei Bryzgalov, bem como das ameaças de morte feitas a Vladimir Lesik".

Clique aqui para ler o texto completo da declaração em inglês.

A FITIM convoca todos os seus afiliados a enviar cartas a:

Mr. Chaika Yuriy Mr. Chaika Yuriy
Procurador-Geral da Federação Russa
125993, Moscou, GSP-3, 15a B. Dimitrovka str.
RÚSSIA
Fax: +7 (495) 692-96-00 Fax: +7 (495) 692-96-00

Mr. Romanyuk Sergey Mr. Sergey Romanyuk
Procurador região de Leningrado
194044, Saint-Petersburg,
av. Lesnoi, 20, kor. 12
RÚSSIA
Fax: +7 812 542 00 15 Fax: +7 812 542 00 15

Mr. Kuznetsov Valeriy Mr. Kuznetsov Valeriy
Procurador região de Rostov
344082, Rostov region, Rostov-na-Donu, per. Bratskiy, 11
RÚSSIA
Fax: +7 863 262-45-25 Fax: +7 863 262-45-25

Ms. Golikova A. Tatiana
Ministro da Saúde e Desenvolvimento Social
127994, GSP-4, Moscou, per. Rahmanovskiy, 3
RÚSSIA
Fax: +7 495 628 09 48 Fax: +7 495 628 09 48

solicitando uma investigação imediata e transparente desses ataques. Assim como enviar cartas de solidariedade ao SINTIA-Rússia:

e-mail: profkom@ford-profsoyuz.ru

@s companheir@s do SINTIA-Rússia são valentes e valorosos lutadores da causa dos Trabalhador@s e enfrentam corajosamente um regime ditatorial. Por isso todo e qualquer apoio é fundamental nesta brava luta d@s Trabalhador@s russ@s.

Fonte: Com informações da FITIM e de nossos correspondentes e companheiros em São Petersburgo e Moscou
Enviada por Sérgio Bertoni, às 22:14 14/11/2008, em Curitiba, PR


Trabalhadores na Ford se solidarizam com Sindicatos Livres da Rússia
Companheiros,

Nós, participantes do 4o. Encontro Nacional dos Trabalhadores na Ford no Brasil, gostariamos de nos solidarizar com os participantes do Segundo Fórum dos Sindicatos Livres de São Petersburgo que buscam criar um movimento sindical livre e democrático, mesmo com toda a adversidade criada por sindicatos anti-democráticos, por uma legislação anti-operária e pelas resistências dos governos.

A Globalização permite as empresas transferir a produção de um país para outro sem levar em conta os interesses dos Trabalhadores.

Somente a solidariedade internacional, a troca de informações entre Trabalhadores e nossa organização internacional nos permitirão fazer com que o capital leve em consideração os nossos interesses!

Juntos Venceremos!

Jose Lopez Feijoo, Sindicato dos Metalurgicos do ABC
Aleksei Etmanov, Sindicato Interregional dos Trabalhadores na Industria Auto da Russia
Sergio Luis Bertoni, TIE-Brasil
Joao Cayres, Ford SBC
Vagner Silva, Ford SBC
Claudio Teixeira, Ford SBC
Sergio Soares, Ford SBC
Ronaldo Mateus, Ford SBC
Francisco Macedo, Ford SBC
Luis Carlos Delafiori, Ford TBT
Claudia Silva, Ford TBT
Marcos Nascimento, Ford TBT
Sinevaldo Borges, Ford TBT
Valmir Marques da Silva, Ford TBT
Milson Pereira, Ford TBT
Marcos Silva, Ford TBT
Claudemir Monteiro, Ford TBT
Samuel Neto, Ford TBT
Antonio Carlo de Paula, Ford TBT
Paulo Cayres Ford SBC
Simone Vieira Ford SBC
Carolyn Kazdin, USW
Ron Bloom, USW
Cidinha Domingues, TIE-Brasil

São Bernardo do Campo, 04 de abril de 2008
Enviada por Sergio Bertoni, às 19:42 04/04/2008, em Sao Bernardo do Campo, SP


Entrevista: Alexei Etmanov e o sindicalismo russo
Entrevista a Valter Bittencourt - Imprensa CNM/CUT

Pela segunda vez no Brasil, o sindicalista russo Alexei Etmanov, presidente do Sindicato Inter-regional dos Trabalhadores no Setor Automotivo, participa nesta semana de diversos encontros no país, para levar a experiência sindical brasileira ao outro lado do mundo.

Em entrevista ao Portal dos Metalúrgicos do Brasil, Etmanov conta como foi a experiêcia de sua primeira viagem ao ao Brasil como membro de uma delegação sindical e o retorno ao seu emprego na Ford russa com um novo conceito sobre sindicalismo.

Quem é Alexei Etmanov e quantas vezes você veio ao Brasil?

Esta é a segunda vez que venho ao Brasil e fico até o final desta semana. Sou presidente do Sindicato Inter-regional dos Trabalhadores no Setor Automotivo na Rússia, organização que fundamos após minha primeira viagem ao Brasil e sou soldador na fábrica da Ford em Vsevolozhsk.

Qual é a sua agenda com os sindicalistas brasileiros?

Tenho como objetivo realizar vários encontros com ativistas que trabalham na Ford do Brasil, conhecer representantes de sindicatos filiados a CUT, assistir ao Seminário "Empresas de Capital Aberto" e participar do 4º Encontro Nacional dos Trabalhadores da Ford, nos dias 4 e 5 de abril. Espero que tenhamos uma troca de informações interessante, para continuarmos ativos em nossa luta na Rússia.

Quais são as experiências efetivas de intercâmbio com trabalhadores brasileiros?

Na primeira vez em que vim ao Brasil, eu era simplesmente membro de um sindicato tradicional em meu país. Mesmo sendo membro do sindicato, naquele momento não tinha a menor idéia de qual era a real função de um sindicato. Nesta viagem, em 2005, pude notar nas conversas nas fábricas, que nos locais de trabalho onde existia organização sindical, os trabalhadores eram mais protegidos.

O que mais me encantou naquela experiência foi quando um chefe mandou um trabalhador executar uma função que não era a dele e quando o trabalhador disse que só faria após resolverem a situação no sindicato, o chefe parou de coagí-lo, sabendo que enfrentaria problemas. Na Rússia, temos uma relação desigual e arbitrária. Isso me chamou a atenção, no sentido de levar essa proteção aos trabalhadores russos e, por isso, fundamos o sindicato do qual sou presidente.

Atualmente, como é a relação dos trabalhadores e das empresas com os sindicatos russos?

Se falarmos concretamente de nosso sindicato, tivemos um grande crescimento e, hoje, temos 60% dos trabalhadores filiados. Eles sabem que não é um sindicato pelego, pois é formado por trabalhadores que lutam por um ideal. Nós também temos claro que existe uma luta dentro da fábrica para ver quem tem o maior poder de influência sobre os trabalhadores. A empresa de um lado e nós do outro. Mas hoje, somos nós que temos o controle da fábrica.

Os sindicatos são reconhecidos pelo governo?

O nosso sindicato está completamente legalizado, reconhecido oficialmente. Temos um apoio juridico muito forte dos sindicatos de base (equivalente as comissões de fábrica no Brasil), que são filiados ao Inter-regional.

Quais são as expectativas para o seminário de capital aberto?

Eu nunca participei de um seminário deste tipo. Mas eu quero aproveitar o máximo possível para aprender sobre os assuntos e levar este conhecimento para os companheiros russos.

O que dizer do movimento sindical brasileiro, que colocou um metalúrgico na presidência do país?

Na primeira vez que estive aqui, eu descobri o que era o "sindicato" e tentamos levar essa experiência para a Rússia. Nesta segunda estamos tentando entender o que é essa experiência do Partido dos Trabalhadores e, de repente, até montamos um PT por lá. É muito importante para a gente, super interessante para o trabalhador russo saber que aqui no Brasil tem um operário na presidência da República. Isso para a gente é realmente novo.

Qual a sua mensagem ao movimento sindical?

Não sei se é só para os brasileiros, talvez seja para todos. Estamos num novo período da luta sindical. Corremos sérios riscos de uma fábrica achar que não é mais interessante produzir no Brasil e, por exemplo, se transferir para a Rússia, aproveitando a diferença de salários ou de condições legais de trabalho existentes em cada local.

O movimento sindical só conseguirá atingir seus objetivos se realizarmos lutas conjuntas e globais. Se lutarmos de maneira separada, corremos um sério risco de apanharmos sozinhos. Então é melhor lutar junto para não virarmos um brinquedo nas mãos dos capitalistas.

Fonte: Portal dos Metalúrgicos CNM-CUT
Enviada por Sérgio Bertoni, às 15:32 03/04/2008, em São Paulo, SP


Brasil: Trabalhadores na Ford realizam 4o. Encontro Nacional
Nesta sexta-feira e sábado vai acontecer o 4º Encontro Nacional dos Trabalhadores na Ford reunindo representantes das fábricas de Taubaté, Camaçari e São Bernardo.

O encontro vai aprofundar o intercâmbio e decidir os próximos passos para a criação de um comitê nacional dos trabalhadores na montadora.

A organização do encontro é do TIE, entidade voltada à troca de informações entre trabalhadores nas multinacionais.

Fonte: Tribuna Metalúrgica No. 2450
Enviada por Paulo Cayres, às 15:30 03/04/2008, em São Paulo, SP


Sindicalista russo visita o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
O sindicalista russo Alexey Etmanov, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Ford da Rússia esteve em Taubaté na última terça-feira, dia 01, e participou pela manhã de uma plenária com os dirigentes sindicais dos metalúrgicos de Taubaté e à tarde de uma assembléia com os trabalhadores na Ford.

Etmanov falou para os dirigentes sindicais sobre o trabalho de organização que está sendo realizado na fábrica da Ford em Vsevolozhsk, na Rússia e sobre a realidade da relação Capital – Trabalho naquele país.

O sindicalista esteve pela primeira vez no Brasil em 2005, quando ainda fazia parte de um sindicato tradicional da Rússia. Ao tomar contato com o modelo e a estrutura sindical brasileira resolveu colocá-la em prática em seu país com a criação de um novo sindicato, pois entendeu que assim poderia defender e organizar melhor os trabalhadores russos.

Recentemente os trabalhadores russos na Ford passaram por um grande enfrentamento com a empresa, em uma greve que durou mais de 20 dias. Para Etmanov a experiência serviu para mostrar aos trabalhadores a disposição de luta do sindicato, diferente do tradicional sindicato pelego, e reforçar a unidade dos trabalhadores.

Etmanov respondeu a várias perguntas feitas pelos dirigentes sindicais sobre o dia a dia dos trabalhadores russos e sobre a relação com a empresa, bem como sobre a conjuntura da Rússia pós-comunismo e o impacto da abertura do país para o Capitalismo.

“Ao ver a organização dos metalúrgicos de Taubaté fico bastante motivado, pois vejo que meu sonho é possível e que um dia teremos na Rússia o mesmo grau de mobilização e unidade”, disse Etmanov.
Enviada por Monteiro, às 16:41 02/04/2008, em Taubaté, SP


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